Rihanna Beauty Book ♡

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


Rihanna, a deusa de Barbados, tem uma carreira de pouco mais de 15 anos e já bateu todos os recordes de vendas e popularidade. É um ícone de moda e beleza seguido por milhões de pessoas em todo o mundo. 

Hoje trago-vos o Beauty Book da Riri com tudo o que precisam de saber sobre os seus melhores looks!


FLAWLESS! Este look em particular (usado aquando do famoso vestido/cupcake rosa) foi um dos visuais da Riri mais comentados e admirados de sempre: os olhos em tons neutros e a pele absolutamente imaculada, com iluminação nos pontos certos, são os ingredientes chave deste sucesso.
Para um look semelhante sugiro (a minha favorita de todo o sempre) a paleta Chocolate da Too Faced e o iluminador Mary-Lou Manizer da The Balm, a combinação perfeita!
A Rihanna sugere frequentemente que consegue manter a sua pele fantástica bebendo muita água de coco que hidrata e desintoxica o organismo!
Effortless beauty ou I woke up like this são cada vez mais uma tendência no universo da maquilhagem. E, convenhamos, com um rosto como o da Riri seria impossível não arrasar! :)



Sabiam que o batom é o produto de beleza favorito da Rihanna? Bastante óbvio, certo? :) Riri hearts MAC, a coleção criada pela Rihanna em conjunto com a MAC foi uma das mais bem sucedidas da marca. 
Vemo-la frequentemente com batons de todas as cores e acabamentos, mas aqueles que nos ficam na retina são os mais ousados que poucos se arriscam a usar.  Preto, azul, castanhos e roxos são cada vez mais um statement no que toca à maquilhagem.
Na minha seleção estão algumas marcas que todos os anos criam alguns dos batons mais emblemáticos de sempre e O Boticário do meu coração que apesar de não ser histórico na criação de batons é sem sombra de dúvida a marca onde encontro os batons com a melhor relação qualidade-preço. Se vos dissesse quantas vezes usei os meus batons Boti nos últimos meses ficariam surpreendidas.
O truque para lábios marcantes? Hidratação intensiva pelo menos um dia antes da aplicação do statement lipstick e utilização de lip liner para manter tudo no sitio certo, sem falhas.



A Rihanna é sem sombra de dúvida uma mulher exuberante, no entanto os tons que mais usa nas suas unhas são os neutros e pastéis. 
Os 3 vernizes sugeridos são das marcas que têm, a par da China Glaze, os melhores vernizes que já usei a nível de cor e durabilidade.
Os formatos de unha stiletto, ballerina e almond são os mais usados pela cantora.Confesso que sou fã da forma amendoada e noto que as unhas se partem muito menos se as tiver neste formato em comparação com extremidades retas. 

Quem é fã? :)


Beijos mil*


Ai! Perdi o meu nome! ♡

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015


Hoje apresento-vos o livro mais giro que alguma vez viram. Não acreditam? Ora bem: mais de 1 milhão de livros vendidos em 160 países, livros estes personalizados com cerca de 100.000 nomes diferentes... Impressionadas?


Preparem os vossos corações pois este é o presente perfeito para miúdos de todas as idades. :)


Em 2012, 4 amigos (entre eles um português) decidiram criar um livro mágico que pudesse ser único para cada criança, assim nasceu a Lost my Name. Esta equipa de empreendedores foi ao conhecido programa televisivo Dragon's Den e conseguiu financiamento para a sua ideia maravilhosa.
Reuniram uma equipa mágica (todos simpáticos e sempre prontos a ajudar) e são neste momento um sucesso mundial!


Este livro conta a história de um menino (ou menina) que perde o seu nome e parte numa magnifica aventura para que possa recuperá-lo. Pelo caminho encontrará mil e uma personagens divertidas e didáticas que a cada página ajudam o herói da história a recuperar as letras do seu nome perdido.


Esta é a história de boas noites de milhares de crianças por todo o mundo e, posso garantir-vos por experiência própria, é encantadora!


Estes livros são companhia diária dos meus pequenitos, toooooodas as noites! :) 
Garanto-vos, é o presente perfeito para qualquer criança, sendo que o seu público-alvo são os pequenos heróis dos 2 aos 6 anos de idade. Mas a verdade é que não me importava de receber um! :P


O processo de compra é fácil, rápido e intuitivo. Em 4 passos têm o vosso livro prontinho!

  1. Criar uma conta;
  2. Personalizar o livro (escolher o nome e género da criança);
  3. Ver a pré-visualização;
  4. Personalizar a primeira página do livro (dedicatória) e adicionar ao carrinho.
Depois de finalizarem a encomenda e efetuarem o pagamento (26.99 euros, com portes de envio gratuitos para todo o mundo) os livros chegam às vossas casa em aproximadamente 15 dias.


Os meus sobrinhos (de 2 e 6 anos) ADORARAM e o "Ai! Perdi o meu nome!" passou a ser o livro favorito! 
Aqueles que ainda não sabem ler não conseguiam acreditar que o livro tinha mesmo o nome deles! :) A verdade é que quase sempre que lhes leio um livro invento uma personagem ou um momento que não existe de facto na história, portanto não sou a pessoa mais credível nestes termos! :P


Talvez já não vá a tempo de ser uma prenda de Natal, mas convenhamos, receber um presente assim é maravilhoso, todos os dias do ano! :)

Beijos mil*


Um cancro qualquer

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quando fiz 18 anos (já lá vão 8) decidi que queria fazer alguma coisa para mudar o mundo (julgava eu que conseguia). Explorei diferentes áreas, diferentes vertentes mas o contacto com a realidade vivida em Oncologia Pediátrica mudou a minha vida, para sempre. Cada uma das histórias, cada uma das conversas partilhadas, cada um dos gritos silenciosos, marcaram a minha existência a ferros quentes. Sim, porque nenhuma memória veio sem dor.

Na minha família (fora do núcleo de pais, irmãos, sobrinhos) tivemos alguns casos de cancro, sempre vistos a uma distância relativa que não nos permite imergir na vivência diária dolorosa que a doença acarreta, mas que nos faz pensar no cancro de forma diferente... não nos deixa esquecer que a vida é efémera, que a morte vive na porta ao lado.
Mas na verdade (e sem artificialismos hipócritas) a minha vida continuou, naturalmente, continuei a sorrir, a viver alegremente, a rir (e a fazer rir) à gargalhada... como sempre! 

Até que recentemente a minha família foi abalada por uma nuvem negra. Dói tanto. É o meu pai. Não é um cancro qualquer.

Depois do resultado dos exames surgem como afagos da alma as mais variadas justificações mentais, porque o que estamos a ver tem mil e uma explicações patológicas compatíveis e, claro, não queremos acreditar que a verdade pode ser de facto aquilo que todas as probabilidades apontam como certo.
Os pensamentos que queremos afastar tornam-se presentes, aproximam-se, ganham força.
Os corredores do centro de saúde, do hospital, tornam-se longos e de percurso penoso quando ouvimos a "sentença".  E depois seguem-se as consultas meticulosas, os exames exaustivos, as dolorosas conversas de corredor de hospital, o diagnóstico.

Não é um cancro qualquer, é O cancro, aquele que acontece na minha casa, que me bombardeia diariamente com imagens e sons que nunca conseguirei esquecer. Um cancro com raízes profundas, tão profundas quanto a dor que nos trouxe.
Começa também a metáfora das pequenas coisas, coisas essas que antes me forçava a ver relembrando que "o essencial é invisível aos olhos"... Agora estão todas aqui, cruamente expostas, as pequenas dádivas da vida. E continuamos a caminhar, não sabemos bem como, talvez porque não tenhamos outra alternativa. O caminho é em frente.

Somos formatados para aguentarmos tudo pelas pessoas que amamos, se já o sabia agora tenho a certeza. A resiliência é posta à prova diariamente e a cada dia a tolerância à dor aumenta e com ela uma força que nem num milhão de anos imaginamos ter. Uma força que vem do âmago do nosso ser, acompanhada por uma sensibilidade extrema que, estranhamente, também nos fortalece.
Dias melhores virão e piores também. Mas a seu tempo somos impregnados por uma calma mecânica, um sentido de missão que nos ajuda a superar os maiores obstáculos. É, somente, a força de um amor maior do que tudo. Este amor que em situações limite desponta de todos os poros emerge-nos da dor, imerge-nos na esperança, todos os dias.


Este texto foi escrito há alguns meses mas não tive coragem de o publicar... até agora.

O meu pai, o meu herói, deixou-nos há duas semanas. Precisava de descansar do outro lado do caminho. Partiu rodeado de amor, do nosso amor, até ao fim. Foi e será sempre um exemplo de força.  Estoico, assim é o meu pai.

Agora os dias são mais frios e a saudade atravessa-nos sem piedade. Mas todo o sofrimento foi levado pelo vento e resta apenas um coração cheio de memórias maravilhosas. Conservo em mim a resiliência que herdei de uma mãe e de um pai que nos geraram e criaram (a mim e aos meus irmãos) com um amor maior do que o tempo. 

Não fiz este caminho sozinha e simples palavras nunca serão suficientes para agradecer a todas as pessoas que caminharam comigo e com o meu pai, mas ainda assim não posso deixar de dizer-lhes:
OBRIGADA...
  • À minha família fantástica, em particular os meus tios e tias do coração e à minha prima e princesa Kristina
  • A todos os Barros que se uniram como matilha que somos. 
  • À minha mãe, a um exemplo de mulher, de pessoa, de força, que eu amo profundamente. 
  • Aos meus irmãos amados por terem sido as minhas pernas e braços quando precisei, por sermos parte uns dos outros e suporte uns dos outros. 
  • Aos meus cunhados maravilhosos e à minha cunhada/irmã/amiga que nos deram suporte e um amor incondicional.
  • Aos meus sobrinhos mas lindos do mundo pelos beijinhos, abraços, brincadeiras, sorrisos e fonte inesgotável de amor.
  • Aos amigos que estiveram sempre presentes... choraram comigo e riram comigo.
  • À minha Xis, por me ver como mais ninguém me vê, por ser como ninguém é.
  • Às inúmeras pessoas, conhecidas e desconhecidas, que souberam serenar o meu coração nos momentos em que mais precisava.
  • Ao meu namorado, companheiro, parte integrante da minha família, que nos amparou, ajudou, abraçou-nos e suportou-nos SEMPRE.
  • À Dra Elvira Pinto que nos colocou no caminho certo. 
  • Ao Dr. Luís Andrade e a toda a equipa do serviço de Medicina Interna 3 do centro hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho pelo carinho e respeito com que nos trataram e por serem, sempre, incansáveis.
  • À Dra Sandra Custódio pelo carinho e cuidado com que tratou o meu pai. 
  • À equipa da unidade domiciliária de cuidados paliativos do centro hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho que faz um trabalho notável.  
  • À Dra Cláudia Costa e à enfermeira Sónia Barbosa pelos cuidados que prestaram ao meu pai, por nos ajudarem a cuidar dele da melhor forma possível.
  • Ao Dr. João Machado Vaz por ser o meu guia como cuidadora, pela sua forma sensível de lidar com as emoções e os sentimentos de quem se cruza no seu caminho, pelos bons conselhos.
  • À Dra Joana Lourenço, que foi a última pessoa que conheci durante todo este processo e foi também aquela que mais profundamente tocou o meu coração, a pessoa que jamais esquecerei.
  • E à minha querida amiga e enfermeira Ana Celeste Cangueiro, agradeço-lhe somente por ser como é, por estar presente, pela sua enorme vocação.

Estarei disponível neste nosso blog na medida do possível e agradeço as inúmeras mensagens e sugestões que continuo a receber. Todas serão respondidas, prometo! :) 

Até já*

A minha avó ♡

terça-feira, 27 de outubro de 2015


A minha avó é um exemplo de força, coragem e resiliência sem limites. Há alguns dias contava-me que quando era pequena houve um surto terrível de febre tifóide. Muita gente morreu e ela, que era uma criança, viveu momentos assustadores entre a vida e a morte.

Perdeu o cabelo todo e usava um lenço na cabeça quando ia para a escola, mas os outros meninos tiravam-lhe o lenço e gozavam com ela. Disse-me que num desses dias estava com muita fome e trepou o móvel da cozinha para ir buscar um bocadinho de pão, mas depois de o comer ficou pior. Foi levada em ombros pela sua mãe e madrinha até ao médico mais próximo, a quilómetros de distância, a pé. Lembra-se ainda (a sorrir) que levava calçadas umas meias feitas da lã de uma ovelha negra.

A minha avó tem 89 anos, este episódio aconteceu há mais de 80 anos. 
... E eu, que até tenho uma excelente memória, estou aqui a tentar lembrar-me daquilo que fiz na semana passada... :)

A polémica campanha Go Naked (Lush Cosmetics)

terça-feira, 20 de outubro de 2015


Este é o cartaz da polémica. 
A Lush Cosmetics lançou a campanha Go Naked no sentido de retratar a preocupação da marca em utilizar embalagens eco-friendly (ou nenhumas), numa clara demonstração de preocupação ambiental. As modelos da fotografia são colaboradoras da Lush Cosmetics e voluntariaram-se para fazer esta campanha, passando a mensagem de referência corporal positiva, livre dos estigmas e amarras de "um corpo perfeito" impostos pela sociedade.

Esta campanha foi denunciada na Austrália e, por conseguinte,  removida das suas lojas no centro comercial na qual se encontrava.

A Lush Cosmetics teve algo a dizer, acerca da sua campanha, como resposta a alguns comentários da opinião pública: "A imagem é uma referência corporal positiva e não tem qualquer intenção de ofender ou provocar incómodo. As mulheres na imagem são membros da equipa da Lush que têm fortes opiniões acerca deste assunto e se voluntariaram para participar na campanha. A fotografia está completamente intocada, porque sentimos que não devemos ter vergonha dos nossos corpos no seu estado natural e que cada um de nós é bonito com a nossa diversidade, independentemente da cor, forma, tamanho ou estilo de vida".

Pois bem, é uma campanha provocatória, sem dúvida que sim, mas toca vários pontos fundamentais. Acorda-nos para a realidade hipócrita na qual vivemos. 
Vejamos por exemplo as inúmeras campanhas da PETA nas quais várias figuras públicas, como a Eva Mendes que vemos abaixo, se despiram. A verdade é que esta mesma campanha esteve exposta não só em centros comerciais como também em cartazes pelas ruas e não gerou metade da polémica. Conseguem compreender a diferença?


Já sei!!! O número de rabos expostos deve ser o critério fundamental para a exclusão de uma campanha: 4 rabos de mulheres comuns são capazes de crispar os ânimos de quem passa, mas o rabo perfeitamente trabalhado (em Photoshop) da Eva Mendes e a sua posição pseudo-sensual passam uma imagem muito mais idónea.

Rabos e ironias à parte, a verdade é que as pessoas que ativaram os meios legais para reclamar da "natureza pornográfica" da campanha da Lush Cosmetics são as mesmas pessoas que aceitam a disseminação da nudez, da violência e do preconceito em formas graficamente ofensivas e preocupantes. Esta hipocrisia conduz-nos a outras questões.



Por exemplo, a nossa sociedade aceita com facilidade as campanhas com fotografias de casais heterossexuais exploradas até à exaustão pelos media, particularmente nas marcas de estética/perfumaria. Muitas destas campanhas apresentam elevado teor sexual e, na minha opinião, são conteúdos desadequados a crianças de tenra idade que não têm o entendimento ou discernimento necessário para compreenderem o que lhes é transmitido.
No entanto, os pais preocupam-se muito mais com as campanhas onde vemos retratados casais homossexuais porque provocam "perguntas inconvenientes" e "reprodução dos comportamentos vistos". Os adultos estúpidos, permitam-me que simpaticamente os chame assim, tendem a ver a homossexualidade e a verdadeira natureza humana como "comportamentos desadequados". Os mesmos adultos estúpidos consideram que imagens sexualmente explícitas ou violentas não são assim tão más e que os miúdos têm de se adaptar a tudo. 

E assim se deturpam mentalidades, assim se ensinam os valores errados às nossas crianças, porque os pais estúpidos estão certos numa coisa: os filhos imitam os comportamentos que vêem, não em posters e imagens de 2 homens de mão dada ou de 4 mulheres de rabo ao léu, mas sim o comportamento preconceituoso dos pais.

Estes adultos têm, por vezes, a sorte de conviverem com crianças inteligentes que um dia serão adultos sem preconceitos e farão a mais inconveniente das perguntas: "Pai/Mãe, és tão estúpido(a) porquê?". E a resposta está à vista de todos, como os 4 rabos da campanha da Lush.



PS. Obrigada à leitora Verónica Pinheiro por me ter sugerido o tema ;)

Os homens não sabem distinguir as coisas

domingo, 11 de outubro de 2015


Os homens não sabem distinguir as coisas. Sim, digo "coisas" na forma mais generalista possível.
Os homens não sabem distinguir o violeta do roxo, ou um corte de cabelo novo do corte de cabelo de há 30 anos, ou um olhar "vou-te matar" de um olhar "amo-te loucamente".
Esta limitação é compensada pela nossa capacidade sobrenatural de distinguir um batom vermelho bordeaux de um batom vermelho vinho. A lei da compensação em todo o seu esplendor.

Cá em casa:
- Traz-me, por favor, o Benuron! É o genérico, diz Paracetamol, a caixa é verde e branca.
(Passados 10 minutos)
- Aqui está! 
(Trouxe-me Voltaren)
- Ricardo, isto é Voltaren/diclofenac eu pedi Paracetamol!!!!
- Tu disseste caixa verde Cláudia!
- Eu disse BENURON, PARACETAMOL, CAIXA VERDE E BRANCA...precisas do código de barras para não te enganares?

Eu não mereço!

Tarte de baunilha com figos caramelizados

sexta-feira, 9 de outubro de 2015


Outono combina com tartes, baunilha, figos e coisas doces! :) Deixo-vos uma sugestão que vai perfumar as vossas cozinhas :)

INGREDIENTES
Base:
  • 1 embalagem de bolachas digestivas
  • 150g de margarina Vaqueiro
  • 1 pitada de sal
Creme de baunilha:
  • 250mL de leite
  • 250mL de natas
  • 3 ovos
  • 3 colheres de sopa de mel
  • 1 colher de sopa de maizena
  • 1 vagem de baunilha
Figos caramelizados:
  • Figos
  • Açúcar mascavado
  • Manteiga qb

RECEITA
Começamos por triturar as bolachas e misturá-las com a margarina e uma pitada de sal. De seguida colocamos a mistura numa tarteira previamente untada pressionando com os dedos até formar uma base. Esta base vai ao forno a 180º durante 20 minutos ou até ficar dourada.

Enquanto a base está no forno preparamos o creme de baunilha. Levamos ao lume o leite, as natas, o mel e as sementes de uma vagem de baunilha. Deixamos ferver e tiramos do lume. 
Num recipiente misturamos os ovos e a maizena e acrescentamos esta mistura ao preparado de leite e natas voltando a colocar em lume brando até ficar espesso (aproximadamente 10 minutos). Deixamos arrefecer.

Numa frigideira (em lume médio-baixo) colocamos uma noz de manteiga, açúcar mascavado e alguns figos (tantos quanto tiverem ou quiserem) cortados a meio com o interior virado para baixo. 
Quando o açúcar caramelizar retiramos os figos e deixamos arrefecer.

Resta-nos montar a nossa tarte! :) Colocamos o creme de baunilha na base e dispomos alguns figos sobre o mesmo. Polvilhei ainda com crumble e sementes de chia. Vai ao frigorífico et voilá, uma tarte perfeita (e deliciosa) para esta altura do ano!

NOTAS
Podem substituir o leite/natas por leite vegetal (soja, arroz, aveia...)!
Eu utilizei figos pretos (mais pequenos e ricos) mas também podem usar figos brancos (também na imagem - ao lado da tarte) que demoram um pouco mais a caramelizar.
Esta tarte pode ser feita com a fruta da época, ou qualquer uma que gostem! :)


Bom apetite! :)

Um objeto chamado Mulher

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Here's to strong women: May we know them, May we be them, May we raise them!"

O Sexismo ou discriminação por género (particularmente aquele que é dirigido à Mulher) é pautado por estereótipos redutores e conceitos preconceituosos como "sexo forte" e "sexo fraco" e expressões pejorativas que diminuem a essência feminina conduzindo à objetificação da mulher (transformação da mulher em objeto sexual).

Os media têm vindo a disseminar a objetificação da mulher de forma abusiva ao longo dos anos, deturpando as noções corretas que possamos ter relativamente à utilização da mulher e do seu corpo na publicidade. Sensualidade e vulgaridade parecem, para muitos, conceitos similares.

Fazendo uma pesquisa básica no Google das capas da revista GQ vemos uma clara diferenciação entre homens e mulheres. 
Vejamos: os homens surgem de fato ou semelhante (com roupa, portanto),  com destaque do rosto e parte superior do corpo e clara posição/atitude de poder; as mulheres surgem com pouca ou nenhuma roupa, SEMPRE com total destaque do seu corpo (ou partes dele) e uma clara associação sexual. 
O sexismo não é um mito e o objeto desta revista chama-se mulher.


Bem sei que a GQ é uma revista para homens e que a Beyoncé em trajes menores é bem mais apelativa do que um Kanye com as suas miudezas expostas e, claro, não sendo uma puritana com palas percebo que o corpo feminino vende e que a mulher tem o direito de fazer com ele o que quiser. 

O que me choca é que a sociedade e os media em particular imponham esta política da exposição do corpo feminino como regra obrigatória de aceitação, de poder. O que me irrita é que por outro lado usem essa mesma imagem (que criaram como sendo a ideal) para ridicularizar a mulher e diminui-la a um mero objeto de desejo sexual.


Eu quero que a minha única sobrinha seja uma mulher sem inseguranças; 
Eu sei que os meus sobrinhos serão homens com profundo respeito e admiração pelo papel da mulher nas suas vidas; 
Um dia, quero educar os meus filhos de modo a que compreendam que o género não é uma questão, é uma mera diferença fisiológica que em nada define o percurso do ser humano;
Não quero que os homens de amanhã se sintam superiores (ou inferiores) às mulheres da sua vida;
Não quero que as meninas de hoje (mulheres de amanhã) sintam que têm de se conformar com menos do que merecem para que sejam aceites, valorizadas, amadas.

A mulher é um ser fantástico, capaz de sofrer metamorfoses dentro de si. A mulher é detentora de uma força profundamente enraizada... é um caos calmo, sereno e delicado. 
Somos capazes de tudo, somos seres resilientes e admiráveis. Nós somos tudo isso independentemente daquilo que mostramos ao mundo.

É possível retratar a beleza feminina sem a exposição gratuita do seu corpo. O nosso corpo é o nosso templo, nunca se esqueçam!


Os bons exemplos de women empowerment através dos media estão, felizmente, em crescendo e de vez em quando encontro anúncios como este d'O Boticário que, sem surpresas, esteve sempre um passo à frente do seu tempo no que toca à edificação da mulher como ser forte e independente. 
Deixemos de ser as vítimas do lobo mau, sim? :)


As meninas não sabem jogar à bola, as meninas não são boas a Matemática, as meninas são demasiado emocionais, as mulheres nasceram para serem mães e donas de casa, as mulheres só gastam o dinheiro em futilidades, as mulheres são fracas. Eu sou mulher e serei sempre aquilo que me apetecer!


O pão perfeito ♡

sábado, 3 de outubro de 2015


O Outono chegou e nada melhor do que ligar o forno e sentir o cheirinho a pão acabado de fazer logo pela manhã. :) 
Há algumas semanas comprei no Pingo Doce (em promoção) Farinha para pão branco e farinha para pão de sementes, a receita era tão fácil e intuitiva que resolvi experimentar. Bastavam 3 ingredientes: a farinha, a água e o óleo. Tudo o resto já está incorporado na farinha. Resolvi fazer pequenas adaptações à receita e fiz uns pequenos pães, estilo burguer buns, que foram um sucesso! :) Venho partilhar convosco a receita.


Ingredientes (rende 12 pães pequenos):
  • 500g de farinha para pão branco do Pingo Doce
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 150mL de água
  • 150mL de leite
  • Sementes de sésamo e papoila
Receita:
  1. Colocar dentro da misturadora/batedora a farinha, 2 colheres de óleo alimentar e ir adicionado (aos poucos) a água e o leite batendo a mistura com os batedores em espiral durante cerca de 8 minutos à velocidade mínima;
  2.  Quando a nossa massa estiver consistente, lisa, macia e se desagregar das laterais do recipiente da misturadora colocamo-la num recipiente e deixamo-la levedar à temperatura ambiente (com um pano por cima ou papel celofane) durante cerca de 90 minutos;
  3. Depois da primeira levedação e com a ajuda de alguma farinha nas mãos, formamos pequenas bolas e deixamos novamente levedar durante 60 minutos à temperatura ambiente;
  4. Pincelamos cada pão com ovo batido e polvilhamo-los com sementes de sésamo e de papoila;
  5. Os pãezinhos vão ao forno a 190ºC durante 30 minutos ou até ficarem dourados.



Notas importantes para quem faz pão em casa:
  • Esta receita pode perfeitamente ser feita com 300mL de água e sem leite. Acrescento o leite para dar algum valor nutricional ao pão;
  • Quanto mais elástica ficar a massa após ser amassada melhor! Ao amassar (na misturadora ou à mão) ativamos o glutén que vai reter nas sua malha o gás carbónico proveniente da fermentação, o que fará o pão crescer;
  • A massa cresceu o suficiente após a fermentação? Se cresceu mais ou menos o dobro, então cresceu o suficiente. Mas para terem a certeza pressionem o centro da massa marcando um pequeno fosso com o vosso dedo, se este voltar à posição inicial dentro de segundos a vossa massa está no ponto;
  • Quando fazemos pão devemos sempre colocar uma travessa com água a ferver dentro do forno. A humidade vai ajudar o pão a ganhar uma crosta e cor fantásticas.
  • Esta receita também pode ser feita na máquina de pão ou Bimby. Na embalagem da farinha que citei vem tudo detalhado ;)

Bom apetite ;)


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